terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Paredes e porta (para os olhos e o coração)
Ah, se as paredes falassem! Ainda bem que são mudas porque há o cimento. Mas, bem que hoje eu gostaria que elas falassem... Narrassem a minha história de vida dentro desse apartamento. O dia em que, quando criança, entrei correndo: casa nova! casa nova! Os tombos que tomei, as paredes que rabisquei (e ainda rabisquei dias atrás!). Os dias em que gritei, quebrei, chorei. Os dias em que feliz as olhava, assim, bem besta... Dias e dias de descanso. (Lembra-se quando era tudo azul? Depois mudamos para o verde, era menos monótomo.) Dias e dias em claro, noites de sentinela adormecendo minha irmã. A porta que de madrugada eu abria com cuidado. Ah, paredes... por que não narram o que o sol as dizia todas as manhãs? Fico a imaginar: o que elas farão quando eu partir por aquela porta e nunca mais voltar?
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Planos.
Planos: para que os ter? Planos existem para serem almejados. Planos existem para serem conquistados. E quando os conquistamos, logo mais inventamos novos planos. Assim juntamos peça por peça. Peça por peça. Encaixe com encaixe. Perfeitos. Se não ocorre o encaixe perfeito, tentamos outra peça. Tentamos, tentamos. E finalmente: perfeito encaixe! (Surgindo mais opções de peças para serem encaixadas). (Perfeitas repetições da vida). E conseguimos alcançar mais um plano. Quando esse quebra-cabeça ficar completo, ai de nós: não o veremos. (Mas espero que tenhamos a sensação de termos feito um bom trabalho).
PS. Planos na cabeça. (Milhões de coisas para pensar - fone de ouvido).
PS. Planos na cabeça. (Milhões de coisas para pensar - fone de ouvido).
sábado, 29 de dezembro de 2007
Vamos mudar de casa.
Casa de alvenaria. Casa astral. Casa, espaço cênico. É 2008 que vem.
E as resoluções pessoais.
Eu, eu mesmo, só quero uma coisa: mudar de casa.
Mudar de ares não faz mal a ninguém, certo?
Sair dessa casa tão triste, com paredes pintadas, e coisas jogadas por todos os lados. Quero uma nova.
Uma nova, branca e cheia de espaço para eu pintar minha história em suas paredes e organizar melhor meus objetos. E sabe aqueles velhos retratos? Não os guardarei na mala, não. Deixarei por aí, nessa casa que trancarei assim que sair. Nessa casa cujas janelas fecho agora ao fim da tarde e cuja chave jogarei em um poço, desses de pedidos. Que fique sempre na minha memória.
E ao chegar lá fora, já terei destino certo, bem sei. Uma nova casa, como eu realmente quero. E assim viverei nela por mais um ano, e depois, fecharei e trancarei. E mudarei novamente de casa, quem sabe dessa levo alguns retratos...
Bom, é isso, a mudança!
Vou para a minha casa número 2008.
E as resoluções pessoais.
Eu, eu mesmo, só quero uma coisa: mudar de casa.
Mudar de ares não faz mal a ninguém, certo?
Sair dessa casa tão triste, com paredes pintadas, e coisas jogadas por todos os lados. Quero uma nova.
Uma nova, branca e cheia de espaço para eu pintar minha história em suas paredes e organizar melhor meus objetos. E sabe aqueles velhos retratos? Não os guardarei na mala, não. Deixarei por aí, nessa casa que trancarei assim que sair. Nessa casa cujas janelas fecho agora ao fim da tarde e cuja chave jogarei em um poço, desses de pedidos. Que fique sempre na minha memória.
E ao chegar lá fora, já terei destino certo, bem sei. Uma nova casa, como eu realmente quero. E assim viverei nela por mais um ano, e depois, fecharei e trancarei. E mudarei novamente de casa, quem sabe dessa levo alguns retratos...
Bom, é isso, a mudança!
Vou para a minha casa número 2008.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Depois
Depois de um tempo. Depois de um tempo eu notei a estranheza dessa palavra: depois. Depois é tão certeiro e ao mesmo tempo tão incerto. Depois quando?
- Te ligarei depois.
- Amanhã?
- Não. Depois.
Depois pode ser muito cedo, depois pode ser muito tarde. Depois é diferente de antes. Antes é certeiro, já passou. Depois, ah, depois é depois.
Depois eu chego a alguma conclusão.
- Te ligarei depois.
- Amanhã?
- Não. Depois.
Depois pode ser muito cedo, depois pode ser muito tarde. Depois é diferente de antes. Antes é certeiro, já passou. Depois, ah, depois é depois.
Depois eu chego a alguma conclusão.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Visita inusitada
Hoje tive a grande surpresa de receber um filhote de galinha, tão bonitinho, tão amarelinho, tão angustiante. Ele pia. E pia sem razão. Sem razão para mim. Não entendo muito bem o seu código. Por isso me considero angustiante: não entendo o meu código.
Quantas palavras eu digo sem nenhuma razão? E quantos momentos eu passo sem deixar explicação? A vida talvez seja uma grande explicação por si só. Deve ser de difícil compreensão essa força maior que chamamos destino.
Sabe, talvez o amor seja um grande código universal. Ninguém resiste ao seu sorriso. Mas há por trás disso algo maior. Algo maior que eu, algo maior que meu coração, algo maior que minha mente.
A beleza dos fatos está na incerteza dos mesmos. A incerteza é um grande código de erros e acertos: código binário. E falho (?).
Talvez, enquanto eu observo esse pintinho e não o compreendo, ele me observa também, escuta-me e pia: viva, meu caro, viva sem se questionar.
Quantas palavras eu digo sem nenhuma razão? E quantos momentos eu passo sem deixar explicação? A vida talvez seja uma grande explicação por si só. Deve ser de difícil compreensão essa força maior que chamamos destino.
Sabe, talvez o amor seja um grande código universal. Ninguém resiste ao seu sorriso. Mas há por trás disso algo maior. Algo maior que eu, algo maior que meu coração, algo maior que minha mente.
A beleza dos fatos está na incerteza dos mesmos. A incerteza é um grande código de erros e acertos: código binário. E falho (?).
Talvez, enquanto eu observo esse pintinho e não o compreendo, ele me observa também, escuta-me e pia: viva, meu caro, viva sem se questionar.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Desabafo para sei lá quem, sobre sei lá o quê.
Talvez todas essas provas me deixaram sentimental. Não sei. Realmente não sei explicar o meu estado. Se é de loucura ou de cansaço, ou de falta do que fazer.
É.Só isso.
Eu juro.
Juro, sei lá por que.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Hermetismo.
Meus sinais, meus códigos herméticos, minha vida misteriosa.
Tudo isso é uma tentativa de me esconder de mim mesmo?
Talvez.
Talvez.
Talvez.
Esse é o meu código.
(Sob que máscara retornarei?)
E minhas questões?
Ah.
Ah.
Ah.
Canso de vez em quando de mim mesmo.
Fato.
Fato.
Foto.
Sorriso estático, parado, falso.
Coração pulsando, verdadeiramente, vermelho.
Tum.
Tum.
Tum.
Tambores.
Viva a carne humana.
Cave a terra.
Cave.
Cav.
Ca.
C.
Ossos!
Ossos meus.
Apodrecidos.
Essa é a minha herança: uma flor murcha, uma lagarta seca, um solo infértil.
Murcha de suas mentiras.
Seca de suas verdades escaldantes.
Infértil de lhe ver.
Mundo perdido e encontrado dentro de mim.
Tudo isso é uma tentativa de me esconder de mim mesmo?
Talvez.
Talvez.
Talvez.
Esse é o meu código.
(Sob que máscara retornarei?)
E minhas questões?
Ah.
Ah.
Ah.
Canso de vez em quando de mim mesmo.
Fato.
Fato.
Foto.
Sorriso estático, parado, falso.
Coração pulsando, verdadeiramente, vermelho.
Tum.
Tum.
Tum.
Tambores.
Viva a carne humana.
Cave a terra.
Cave.
Cav.
Ca.
C.
Ossos!
Ossos meus.
Apodrecidos.
Essa é a minha herança: uma flor murcha, uma lagarta seca, um solo infértil.
Murcha de suas mentiras.
Seca de suas verdades escaldantes.
Infértil de lhe ver.
Mundo perdido e encontrado dentro de mim.
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