Hoje, de repente, como num verdadeiro achado, minha tolerância para com os outros sobrou um pouco para mim também (por quanto tempo?). Devo, pois, perdoar-me por algo. Algo que realmente não sei bem. Mas algo sempre há para pedirmos perdão. Oh, que vida humana temos: tementes a essa força desconhecida. Força nunca medida, nunca pedida. Já existia muitos antes de mim. E de nós. E a minha tolerânica. Devo, pois, acreditar na força chamada destino? Nesse destino que encontro na palma de minha mão? É.
Um amigo meu me falou sobre crises. Cheguei à seguinte conclusão: crise não existe! Tudo o que é uma busca incansável de respostas é chamado de crise. Imaginem minha situação: vivo em constante crise? Não. Crise é viver sem se questionar. Viver ultrapassa qualquer entedimento, lógico, porém no estado humano, o de errante e ignorante, questionar-se é vital.
Tanto na pintura como na música e literatura, tantas vezes o que chamam de abstrato me parece apenas o figurativo de uma realidade mais delicada e mais difícil, menos visível a olho nu.
É o que eu chamo de ser mais do que humano.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
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