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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Pra não dizer que não lhe falei das flores...

Pois é, meu amigo. Sessenta e dois anos se passaram e a imagem da rosa estúpida ainda gera o meu silêncio. Meu silêncio em luto do passado, do presente e do futuro. Rosa atômica. Será que 62 anos depois, a rosa da vida brote no jardim de almas em Hiroshima?

A lágrima derramada por tantos fez brotar a flor da comoção. Comoção em pensar que o futuro será uma flor despetalada no deserto. Comoção tenho eu em pensar que a gente morre. E tantos morreram sem saber que de fato o fim chegava. Fim da humanidade. Fim da dignidade humana.

Só peço uma coisa: não se esqueçam da rosa. Um minuto.








Meu silêncio vale mais que mil mentiras.

Uma eternidade.